1. Mulheres precisam comparecer.
Elas são quase 53% do eleitorado e em sua maioria preferem Lula, mas estão desmotivadas para votar. Fale com todas as mulheres que você conhece, especialmente as beneficiárias de programas sociais.
O foco é:
Erro:
O voto feminino está ameaçado. Flavio e seus aliados vêm falando que mulheres votam mal e colocam em risco esse direito. Esse é o maior poder de mobilização que temos!
Mulheres sabem muito de política. Lembre elas de que gerir a casa, cuidar da educação dos filhos, da saúde e das contas do mês é sobre política. É aqui que discursos e políticas públicas do Lula jogam a favor.
Flavio Bolsonaro agora diz defender políticas sociais, mas isso não é verdade. Em diversos momentos Flavio e seu pai votaram contra mulheres e seus direitos - foram contra a PEC das Domésticas, por exemplo. Quem criou, ampliou e sempre defendeu políticas públicas foi Lula.
Tratar o voto como obrigação não funciona. Elas já têm cobranças demais na vida.
Não diga genericamente que “com o Lula a vida melhorou”. Lembre e aponte avanços e melhorias concretas: Gás do Povo, Ampliação da Farmácia Popular, Pé-de-Meia, Bolsa Família...
Não romantize o “corre". Não trate autonomia como se elas não precisassem de apoio. Mesmo as que são MEI não se reconhecem como empreendedoras, mas sim como trabalhadoras autônomas.
2. Leve seus avós para votar.
Pesquisas de 2026 derrubam o mito do idoso conservador. Eles têm preferido o Lula por uma margem enorme. É um grupo gigantesco, são 36,2 milhões de pessoas. A treta é que o voto deles é facultativo e quase 60% não votaram em 2022. Esse é o público que mais precisa ser lembrado da sua importância nas eleições.
O foco é:
Erro:
Lembre eles de que o direito ao voto é recente e que eles são importantes para o futuro da próxima geração. Sem eles, podemos ter um Brasil muito pior. A experiência conta e precisamos dela.
Sala de votação tem fila preferencial e dia de eleição é dia de almoço em família. É muito importante oferecer companhia para ir votar. Registre o momento, lembrança, pertencimento e orgulho mobilizam.
É importante reconhecer o esforço desse eleitorado para que hoje filhos e netos tenham uma condição de vida melhor. Reconhecer e respeitar a história deles mobiliza.
Não cobre o voto como obrigação. Parte desse público sente alívio com o fim da obrigatoriedade. Não votar é uma forma de indignação, não alimente essa perspectiva.
Nunca diga "melhor idade” ou esses jargões. Eles sabem que a vida vai ficando mais difícil com o tempo. Mas não trate esse público como dispensável ou frágil.
Celebridades, influenciadores ou discursos ensaiados não funcionam. Esse eleitorado se pauta e confia em gente comum, de cabelo branco, com experiência de vida real.
3. Os jovens oscilam, mas se conectam com causas.
A faixa entre 16 e 24 anos é a mais volátil do eleitorado. Embora eles apareçam como favoráveis ao Flávio em algumas pesquisas, 86% deles querem educação e saúde gratuitas, 85% priorizam o meio ambiente, 71% querem regular as plataformas… O desafio aqui é persuadir, mostrar que essas causas importantes para eles são as causas do Lula e que o Flávio é bem contrário a elas.
O foco é:
Erro:
Fim da escala 6x1 é um hit. O direito a uma vida além do trabalho mobiliza e abre um sonho de futuro. Jovens querem qualidade de vida, segurança e prosperidade.
Fale com quem recebeu pé-de-meia. É um programa muito bem avaliado e muitos não sabem que foi o Lula que criou e vai ampliar o programa.
Lembre que Lula nem sempre foi presidente. Enquanto Flávio é um playboy miliciano, o Lula tem origem pobre, enfrentou a ditadura e revolucionou os programas sociais do país quando chegou à presidência. Esse Brasil pré-Lula, os jovens não conheceram.
Não seja cringe. Sabe o tio que mete o boné virado pra trás e sai arriscando gíria? Pois... Deixe os jovens falarem com os jovens.
O maior crime é tratá-los como crianças. Eles já têm muitas responsabilidades na vida, boletos pra pagar... nessa faixa, muitos já têm filhos...
O discurso de que o jovem é preguiçoso, não quer trabalhar ou não tem responsabilidade obviamente só gera rejeição entre eles. É uma geração que está refletindo reconstruindo as relações de trabalho. Respeite isso.
Coletivo Ganha Voto
Este material foi produzido e organizado por um grupo de pesquisadores, comunicadores e ativistas que se dedicaram ao longo de 2026 a entender as estratégias e mensagens mais eficientes para aproximar as pessoas do Lula.
