13 passos para trazer os votos
que o Lula precisa

Não vai ser fácil, mas dá para virar esse jogo. O GANHA VOTO PRO LULA é um guia prático para o segundo turno: o que fazer, o que evitar e um arsenal com os melhores conteúdos prontos pra você compartilhar com quem mais importa.

QUEM MAIS IMPORTA *

1. Mulheres precisam comparecer.

Elas são quase 53% do eleitorado e em sua maioria preferem Lula, mas estão desmotivadas para votar. Fale com todas as mulheres que você conhece, especialmente as beneficiárias de programas sociais.

O foco é:

Erro:

  • Tratar o voto como obrigação não funciona. Elas já têm cobranças demais na vida.

  • Não diga genericamente que “com o Lula a vida melhorou”. Lembre e aponte avanços e melhorias concretas: Gás do Povo, Ampliação da Farmácia Popular, Pé-de-Meia, Bolsa Família...

  • Não romantize o “corre". Não trate autonomia como se elas não precisassem de apoio. Mesmo as que são MEI não se reconhecem como empreendedoras, mas sim como trabalhadoras autônomas.

2. Leve seus avós para votar.

Pesquisas de 2026 derrubam o mito do idoso conservador. Eles têm preferido o Lula por uma margem enorme. É um grupo gigantesco, são 36,2 milhões de pessoas. A treta é que o voto deles é facultativo e quase 60% não votaram em 2022. Esse é o público que mais precisa ser lembrado da sua importância nas eleições.

O foco é:

Erro:

  • Lembre eles de que o direito ao voto é recente e que eles são importantes para o futuro da próxima geração. Sem eles, podemos ter um Brasil muito pior. A experiência conta e precisamos dela.

  • Sala de votação tem fila preferencial e dia de eleição é dia de almoço em família. É muito importante oferecer companhia para ir votar. Registre o momento, lembrança, pertencimento e orgulho mobilizam.

  • É importante reconhecer o esforço desse eleitorado para que hoje filhos e netos tenham uma condição de vida melhor. Reconhecer e respeitar a história deles mobiliza.

  • Não cobre o voto como obrigação. Parte desse público sente alívio com o fim da obrigatoriedade. Não votar é uma forma de indignação, não alimente essa perspectiva.

  • Nunca diga "melhor idade” ou esses jargões. Eles sabem que a vida vai ficando mais difícil com o tempo. Mas não trate esse público como dispensável ou frágil.

  • Celebridades, influenciadores ou discursos ensaiados não funcionam. Esse eleitorado se pauta e confia em gente comum, de cabelo branco, com experiência de vida real.

3. Os jovens oscilam, mas se conectam com causas.

A faixa entre 16 e 24 anos é a mais volátil do eleitorado. Embora eles apareçam como favoráveis ao Flávio em algumas pesquisas, 86% deles querem educação e saúde gratuitas, 85% priorizam o meio ambiente, 71% querem regular as plataformas… O desafio aqui é persuadir, mostrar que essas causas importantes para eles são as causas do Lula e que o Flávio é bem contrário a elas.

O foco é:

Erro:

  • Fim da escala 6x1 é um hit. O direito a uma vida além do trabalho mobiliza e abre um sonho de futuro. Jovens querem qualidade de vida, segurança e prosperidade.

  • Lembre que Lula nem sempre foi presidente. Enquanto Flávio é um playboy miliciano, o Lula tem origem pobre, enfrentou a ditadura e revolucionou os programas sociais do país quando chegou à presidência. Esse Brasil pré-Lula, os jovens não conheceram.

  • Não seja cringe. Sabe o tio que mete o boné virado pra trás e sai arriscando gíria? Pois... Deixe os jovens falarem com os jovens.

  • O maior crime é tratá-los como crianças. Eles já têm muitas responsabilidades na vida, boletos pra pagar... nessa faixa, muitos já têm filhos...

  • O discurso de que o jovem é preguiçoso, não quer trabalhar ou não tem responsabilidade obviamente só gera rejeição entre eles. É uma geração que está refletindo reconstruindo as relações de trabalho. Respeite isso.

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O QUE FUNCIONA COM TODO MUNDO *

PASSO 4

Bora falar de Brasil

Em 2026, o orgulho de ser brasileiro é bandeira progressista. Tarifaço, ataque ao Pix e lobby estrangeiro mirando a eleição: o país sentiu na pele gente de fora querendo mandar aqui. Foi Lula quem não abaixou a cabeça e enfrentou com coragem e hombridade toda tentativa de ataque e intervenção estrangeira.

Ninguém precisa dizer que o país é perfeito. Mas em tempos de pixuleco do Trump e bandeira dos Estados Unidos nos atos bolsonaristas, é importante mostrar que quem defende o que o Brasil tem de bom é o Lula - e quem no fundo só quer se vender para qualquer um que queira mandar por aqui é o Flávio. A ideia é que o PIX é nosso, o SUS uma conquista e o Brasil presta. Orgulho do Brasil é o tema mais transversal, até entre os céticos. O sonho brasileiro é simples: um país que funciona e com segurança para a família.

PASSO 5

O fim da 6x1 é vida além do trabalho

No mundo de hoje, nada tem mais força do que a ideia de direito ao descanso, sem perda de salário ou direitos. O fim da escala 6x1 é mais que um projeto de Lei: é um debate sobre autonomia do próprio tempo.

Esqueça por enquanto a defesa da CLT. Uma coisa de cada vez. Lula tem defendido sem recuar o avanço da aprovação do fim da escala 6x1 e quem tem recuado e negociado com o direito do trabalhador é o atual congresso, composto em sua maioria pela extrema direita.

Lembre de Flávio e aliados defendendo empresários e jogando contra o trabalhador.

PASSO 6

Política pública é solução concreta na vida das pessoas

Lembre das políticas públicas criadas pelo Lula e chame cada solução pelo nome. Bolsa Família, Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Gás do Povo, Prouni...

Fale do que causa efeito real: o que passou a caber no orçamento, o que deixou de faltar. Nunca peça gratidão, deixe as pessoas concluírem quem defende e quem ameaça essas soluções.

PASSO 7

Quase todo mundo odeia bets

Em poucos anos, elas viciaram milhões de brasileiros, engoliram o dinheiro do mercado e da conta de luz e empurraram família inteira pra dívida. Lembre de onde isso veio: foi Temer quem liberou as bets e Bolsonaro passou quatro anos sem mover um dedo pra controlar.

Foi Lula quem teve coragem de acabar com esse negócio, mesmo enfrentando a fúria dos clubes de futebol e de muita gente poderosa. Esse é um tema que une o país: 78% dos brasileiros apoiam a proibição, inclusive 70% dos eleitores do Flávio. Mulheres e evangélicos são os que mais apoiam. Fale disso com quem perdeu dinheiro, com quem viu alguém da família afundar. Todo mundo conhece um caso. E pergunte: se depender do Flávio e dos aliados que sempre defenderam as bets no Congresso, elas voltam?

PASSO 8

Nunca zoe o eleitor

Quem pode decidir as eleições em 2026 está cansado de se sentir julgado, e exausto do clima de guerra que virou a política. O alvo aqui é Flávio Bolsonaro, não o eleitor dele.

Não chame quem pensa diferente de "burro", "fascista" ou "gado", isso fecha a porta com quem você está dialogando e com todo mundo ao redor. Lembre de como o próprio Lula dialoga com eleitores de seus adversários, sempre existe um diálogo possível, sobretudo com aqueles que não estão radicalizados. Lula goza de respeito. Aproveite isso.

PASSO 9

Dados não mudam opiniões

Não adianta despejar uma chuva de dados e argumentos cheios de razão em cima das pessoas. Comece pelo valor compartilhado: o que tem de comum entre o que você acredita e o que a outra pessoa está falando (cuidado, dignidade, justiça...)?

Não confronte nem repita o vocabulário do adversário - isso só reforça as crenças das pessoas, ao invés de mudá-las. O dado precisa aparecer junto da experiência real. Lembre-se, que querendo ou não, alguém teve a vida impactada positivamente pelo governo Lula.

PASSO 10

Fuja da hiperpolítica

Você que tá lendo esse guia sabe: cada dia tem uma treta política nova pra você se indignar. Quem tá nesse loop já decidiu o voto. Quem decide a eleição está fora dele, cansado, e sente esse clima como barulho.

A dica aqui é: não caia em toda provocação, não gaste sua energia na hiperpolítica. A extrema direita vive desse espetáculo; quanto mais você joga nesse campo, mais alimenta o jogo deles. O Lula ganha no concreto: o que mudou no orçamento da casa, o que passou a chegar, o que pode deixar de existir. Foque nisso.

PASSO 11

Senta o dedo no zap

Mais de 94% da população brasileira usa o WhatsApp todos os dias. Muitas pessoas de mais baixa renda, inclusive, passam dias sem plano de internet - mas com acesso ao zap. Tem muita disputa e voto acontecendo em correntes, grupos e status - abuse e use. Lembre-se sempre de compartilhar algum conteúdo que reforce a candidatura do Lula e de candidatos aliados. Esse ano as eleições serão estratégicas, precisamos olhar o horizonte a médio e longo prazo. Pense de maneira pragmática. Compartilhe conteúdos que cativam.

PASSO 12

Esqueça o STF

Depois do 8 de janeiro, a percepção geral é que o STF e o Lula jogam juntos contra o Bolsonaro. Os escândalos e confusões do STF só reforçam as narrativas de que os aliados do Lula são corruptos (afastando indecisos) ou que o sistema geral não presta (afastando eleitores que até votariam no Lula mas desistem de votar). Se for falar de Vorcaro - e a gente não recomenda que fale -, lembre que um candidato apareceu em áudio pedindo R$ 36 milhões do bolso dos aposentados, enquanto Lula foi o presidente que prendeu o banqueiro.

PASSO 13

Fale de quem você gosta e não só de quem você odeia

Em uma batalha de rejeições, muita gente vai deixar de votar simplesmente porque acha que não vale a pena - ou que todos os lados da disputa são iguais. Falar mal do Flávio e da família Bolsonaro é importante, mas o legado e as propostas do Lula não se defendem sozinhos. Quem não é visto, não é lembrado, e quanto mais a gente fala (bem) dos nossos candidatos, mais as pessoas se lembram do que eles têm a oferecer. É importante sempre reforçar a candidatura do Lula, isso é tático, afinal, eleição é a disputa de um futuro melhor. E é seu dever mostrar que seu candidato tem esse futuro a oferecer.

PROJETO CAPIVARA

Este material foi produzido e organizado por um grupo de pesquisadores, comunicadores e ativistas que se dedicaram ao longo de 2026 a entender as estratégias e mensagens mais eficientes para aproximar as pessoas do Lula.

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